O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, descartou ontem ‘‘absoluta e integralmente’’ o ‘‘caladão’’ no sistema de telefonia em razão das medidas de racionamento de energia. Segundo ele, o setor de telecomunicações consome pouca energia, representando menos de 1% do consumo total do País. e, por isso, não será difícil resolver o problema e reduzir o consumo de energia. Na próxima semana, as operadoras deverão apresentar ao governo o porcentual de redução do consumo e, a partir dessas propostas, a Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE) deverá apresentar a sua decisão sobre como o setor vai se adequar ao racionamento.
‘‘A nós cabe garantir o funcionamento dos telefones e sua expansão’’, disse o ministro, que participou da reunião das operadoras de telefonia fixa e celular com o presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica, ministro Pedro Parente. Segundo ele, as empresas deverão aumentar o uso de grupos de geradores movidos a diesel para o funcionamento das centrais de comutação.
‘‘Isso não interfere em absolutamente nada na qualidade e na expansão dos serviços’’, afirmou. De acordo com Pimenta, também não está comprometida a entrada em funcionamento de novas operadoras, porque as centrais de comutação e estações radiobase consomem energia inferior ao limite de 500 Kwa, determinado pelo governo para as novas ligações.
O ministro das Comunicações disse que o governo aceitou a proposta das operadoras de telefonia fixa e celular de reunir em uma única conta o consumo de energia. Hoje as empresas têm mais de 500 contas distribuídas entre as centrais de comutação e as estações rádiobase.
Com a conta única, as empresas poderiam administrar melhor a redução no consumo, deslocando a economia de uma central que usa gerador, por exemplo, para outra que gasta mais. Segundo Pimenta, as operadoras não pediram um tratamento diferenciado.

mockup