Ney de SouzaConsensoO ministro Paulo Paiva: ‘‘O ideal é o acordo entre empresário e trabalhador’’O ministro do Trabalho, Paulo Paiva, declarou-se favorável à proposta de contrato temporário de trabalho que está no Congresso. Ele defendeu também a proposta de redução da jornada, desde que estabelecida por meio de acordo entre patrões e empregados. As declarações do ministro foram dadas anteontem à noite, em Foz do Iguaçu, na cerimônia de abertura do 67º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic).
Na opinião de Paiva, a redução da jornada é um mecanismo que pode provocar aumento na oferta de empregos. ‘‘Sou favorável, através da negociação coletiva e não da mudança legislativa, que traz um aumento de custo e, consequentemente, um aumento do desemprego’’, afirmou. ‘‘Não existe carga horária mensal ideal. O ideal é o que os trabalhadores e empregadores acordarem.’’
Em relação ao contrato temporário, o ministro disse que essa proposta não vai afetar nenhum direito do trabalhador porque ‘‘simplesmente amplia um dispositivo que já está na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)’’. Já aprovado na Câmara, o projeto tramita no Senado. Paiva afirmou que espera que o projeto seja aprovado pela Casa ainda este semestre.
No pronunciamento durante a abertura do Enic, Paiva declarou que o sucesso do Plano Real pode ser medido pelos investimentos externos que estão sendo feitos no País. Ele citou que, há quatro anos, esses investimentos somavam US$ 1,3 bilhão. Neste ano, devem atingir cerca de US$ 15 bilhões. O ministro citou que o setor da construção civil representa mais de 13% do PIB brasileiro. Segundo ele, o governo já destinou este ano R$ 5 bilhões ao programa Brasil Em Ação (um conjunto de obras públicas prioritárias), o que favorece o setor.
Principal evento do setor no Brasil, o 67º Enic será encerrado hoje. O encontro reúne no Hotel Mabu, em Foz, cerca de 600 empresários do setor. O principal tema foi o crescimento da construção civil no mercado turístico.

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