Ministro da Agricultura tem consenso
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sábado, 14 de dezembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O futuro ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, assumirá o cargo em janeiro com o respaldo dos mais representativos segmentos do agronegócio brasileiro. O fazendeiro Luiz Suplicy Hafers diz que a nomeação do presidente Associação Brasileira de Agribusiness (Abag) ''é tudo que a agricultura brasileira queria''. O usineiro Maurílio Biagi Filho afirma que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, consegue o que parecia impossível: indicar para a Agricultura alguém que tivesse prestígio suficiente para suceder o atual ministro Pratini de Moraes. ''Substituir o Pratini não é uma missão fácil'', comentou. ''O Roberto é um nome que certamente terá competência para conduzir uma boa política agrícola e terá apoio do setor produtivo'', diz.
O governador eleito de Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), concorda: Rodrigues dará sequência ao trabalho de Pratini de Moraes. ''Ele está acostumado aos fóruns de negociações internacionais, e dará prosseguimento ao trabalho de abrir mercados para os produtos brasileiros e derrubar barreiras protecionistas.''
O próprio ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, elogiou o ''excelente nome'' horas antes da confirmação pelo presidente eleito. Pratini observou que Rodrigues tem uma larga experiência e é conhecido em todo o setor do agronegócio e no setor cooperativista. ''Com certeza, ele fará um bom trabalho na agricultura'', afirma. Para César Borges de Souza, vice-presidente do Conselho de Administração da Caramuru Alimentos, conselheiro da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e membro da diretoria da Abag, o futuro ministro ''tem vivência com o sistema de cooperativas e conhece os aspectos internacionais do agronegócio.''


