Brasília - O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Lafer, disse ontem que ‘‘falta objetividade de critérios’’, nas avaliações de risco, como a divulgada ontem pelo banco de investimentos norte-americano Goldman Sachs. ‘‘Assim como área de auditoria você tem standards apropriados, que permitem dizer se as contas estão ou não compatíveis com procedimentos básicos. Também essas avaliações de risco devem obedecer a standards aceitáveis e apropriados’’, disse Lafer.
O banco recomendou a seus clientes que reduzam suas aplicações em ações de bancos brasileiros e de empresas dos setores de telecomunicações e energia, e que transferissem seus investimentos do Brasil para o México.
Lafer disse não ver ‘‘nenhuma razão’’ para a avaliação divulgada pelo Goldman Sachs. Ele citou artigo recente do jornalista Joelmir Betting para dizer que ‘‘muitas dessas avaliações de risco, são uma combinação de álgebra financeira, especulação e astrologia.’’ Segundo o ministro, ‘‘é obvio para qualquer um’’ que o que já existe em investimentos no Brasil reflete o tamanho do mercado brasileiro e seu interesse. Para Lafer, o mercado funciona ‘‘por conta de antecipação de expectativas, mas aquilo que tem sido feito nessas áreas, o marco regulatório, são dados importantes que têm que ser levados em conta.’’
O relatório do banco americano atinge as ações do Bradesco, Unibanco, Telesp Celular, Embratel, Eletropaulo e Eletrobrás.

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