Curitiba - O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, Pedro Brito, disse ontem, em visita ao Porto de Paranaguá que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, determinou empenho da secretaria para atender os pedidos do Paraná em relação aos investimentos federais em Paranaguá.
''O governo federal vai trazer para Paranaguá o que for preciso para que se continue crescendo e investindo nos terminais do Paraná'', afirmou. Ele confirmou que o governo federal vai destinar recursos para a fase 3 da dragagem dos portos que envolve o aprofundamento do Canal da Galheta, que dá acesso aos Portos de Paranaguá e Antonina.
O ministro conheceu a sede administrativa da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), a faixa portuária e o primeiro terminal público de álcool do Brasil. Ele foi acompanhado do governador Roberto Requião, do superintendente dos portos, Eduardo Requião, e do secretário-adjunto da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, José Roberto Serra.
Na sede da Appa, o ministro teve uma reunião de trabalho com o governador, o superintendente e diretores do Porto de Paranaguá e assistiu um vídeo institucional da administração portuária.
Sobre o terminal público de álcool, o ministro disse que o Paraná ''mostra que é a obra é estratégica e correta''. O terminal teve investimentos de R$ 14 milhões e será inaugurado no dia 20 de julho. Há a expectativa que o presidente Lula participe da inauguração. Segundo informações da assessoria de imprensa da Presidência da República, ainda não foi definida a agenda de viagens de Lula para a próxima semana.
O terminal de álcool terá sete tanques com capacidade para 37 mil metros cúbicos, um para acondicionamento de água e outro para armazenamento de lubrificantes a serem utilizados no próprio terminal. O empreendimento está sendo erguido em uma área de 64.903 metros quadrados e será ligado ao píer da Appa por meio de 4 km de dutos de aço, instalados paralelamente à linha de embarque da Petrobras.
O ministro ainda comentou que o aumento de 21% nas tarifas portuárias está ainda em análise na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O reajuste não foi aprovado pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP) que segurou para dezembro a discussão do assunto.

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