Ministro comemora crescimento do emprego
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terça-feira, 23 de novembro de 2004
Vânia Cristino<br>Agência Estado 
Brasília - O governo está perto de atingir a meta de geração de emprego para este ano, fixada pelo ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, em 1,8 milhão. Com os dados divulgados ontem, de abertura de 130.159 vagas no mês de outubro, subiu para 1.796.347 o número de empregos com carteira assinada criados no ano. ''É o melhor desempenho para o mês e para o ano desde a criação do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Demitidos) em 1992'', comemorou Berzoini. Em outubro do ano passado, o saldo do emprego com carteira assinada foi de 70.870 vagas, sendo que o acumulado nos primeiros 10 meses de 2003 correspondeu a 910.547 novos postos de trabalho.
O Caged é o cadastro de preenchimento obrigatório por parte de todas as empresas do País quando há demissão e admissão de pessoal. Mesmo contando com o baixo crescimento do emprego em novembro e a perda tradicional de postos de trabalho em dezembro, em consequência da desaceleração da produção industrial, o ministro garantiu que a meta será alcançada.
Apesar do resultado excepcional, o ministro do Trabalho disse que o governo não pode ficar acomodado. ''Temos que ser sempre ambiciosos porque o Brasil ainda tem milhões de desempregados'', argumentou.
Segundo Berzoini, o desafio para 2005 é manter o crescimento do emprego em níveis superiores ao do crescimento da economia como um todo. Este ano, por exemplo, de acordo com o ministro, o emprego formal vem crescendo a uma taxa de 7,7% (dados até outubro), enquanto o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deve se situar entre 4,3% a 5%.
Para que o emprego possa continuar em expansão, com o País derrubando pouco a pouco a taxa de desemprego, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Berzoini cobrou do governo a continuidade da política de desoneração da atividade produtiva e a reversão da tendência de elevação das taxas de juros.
De acordo com o ministro, o aumento das taxas de juros promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) ainda não teve efeito sobre o mercado de trabalho. ''O efeito da política monetária sempre demora um pouco e só vamos poder avaliar o impacto no primeiro trimestre do próximo ano'', disse. A elevação dos juros, segundo Berzoini, interfere na expectativa de investimento e consumo a médio e longo prazos. ''É preciso combinar a política monetária com os objetivos sociais'', cobrou.


