Ministro atribui desemprego aos entrantes no mercado
Ministro atribui desemprego
aos entrantes no mercado
Arquivo FolhaSinal positivoAbertura de 51 mil postos de trabalho industrial em abril reforça previsão de recuperação no 2º semestreO ministro do Trabalho, Edward Amadeo, disse ontem, em Belo Horizonte, que a taxa recorde de desemprego registrada em São Paulo, em abril - com 1,648 milhões de pessoas sem ocupação, segundo o Dieese-Seade, ou 18,9% da População Economicamente Ativa -, reflete mais o grande número de entrantes no mercado que o fechamento de postos de trabalho. Segundo o ministro, que prevê reversão do desemprego a partir do segundo semestre, dados dos mesmos institutos responsáveis pela pesquisa revelam que, entre abril e março, houve crescimento expressivo do emprego industrial na grande São Paulo, com a abertura de 51 mil postos e 32 mil novas vagas.
A taxa de desemprego aumentou porque entraram no mercado de trabalho 124 mil pessoas, e não por causa de uma queda no número de vagas, disse. O que está havendo, simultaneamente, é um aumento no nível de emprego, portanto no número de vagas, e o aumento da taxa de desemprego, porque a oferta está crescendo mais rápido. Amadeo conversou sobre programas de requalificação profissional, ontem à tarde, com participantes do Encontro de Comissões Estaduais de Emprego, realizado em um hotel de Belo Horizonte, quando foi surpreendido por uma pergunta sobre os altos índices de desemprego, feita pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores em Brasília, José Zunga.
O sindicalista quis saber se o governo federal não estaria agindo de forma tímida para evitar a extinção dos postos de trabalho e o aumento do desemprego. Ao responder, o ministro procurou mostrar que a interpretação de Zunga do problema era equivocada. Seria irrefutável a observação de que há aumento da taxa de desemprego, mas é preciso não confundir o crescimento dessa taxa com a redução no número de postos de trabalho, porque isso é falta de conhecimento dos dados, afirmou.





