Brasília- O ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, disse ontem que, aparentemente, não vê problemas em relação à compra da Embratel pela Teléfonos de México (Telmex). ''Não há nenhuma oposição ao negócio, desde que ele não fira a lei brasileira e o marco regulatório e que não crie problemas para a concorrência'', afirmou. Quanto à transação em si, segundo o ministro, não compete ao governo se envolver em negócios privados.
Oliveira disse que deve receber nesta semana executivos da MCI, controladora da Embratel, que pediram audiência para falar sobre o processo de venda da operadora de longa distância. ''A Embratel já está privatizada, nós só temos de olhar por um ângulo: o do marco regulatório. Além disso, é apenas uma negociação entre empresas'', disse o ministro.
Ele lembrou que o processo deverá ser analisado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A MCI, observou o ministro, tem oito dias para apresentar o acordo com a Telmex às autoridades dos Estados Unidos e 15 dias para apresentá-lo à Anatel. Ele disse esperar que seja positiva a troca no comando da operadora. ''Qualquer empresa que faça a compra da Embratel deve entrar para qualificar e ampliar a competição.''
Oliveira disse que foi informado, extra-oficialmente, na noite de sexta-feira, sobre a decisão da MCI de vender a Embratel à Telmex. Também estavam interessados no negócio o fundo de pensão Telos e as três concessionárias de telefonia fixa local Telefônica, Brasil Telecom e Telemar, que se uniram em consórcio com a empresa Geodex.
ECT - O ministro deu posse ontem ao novo presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), João Henrique de Almeida, que foi ministro dos Transportes nos últimos meses do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

mockup