Ministro ameaça reajuste de telefônicas
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segunda-feira, 17 de março de 2003
Agência Folha 
Rio de Janeiro O governo não reajustará as tarifas de telefonia fixa em julho caso as empresas não aceitem reduzir a correção, baseada no IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), segundo o ministro das Comunicações, Miro Teixeira. ''Em julho, não haverá reajustamento de tarifa se insistirem em cobrar o IGP-DI'', afirmou ontem o ministro.
O reajuste de julho está previsto, mas não é obrigatório, de acordo com Miro. No contrato, consta apenas que não é permitido aumentar o serviço em um prazo inferior a 12 meses. Ou seja, o governo poderá adiar a decisão de conceder o aumento integral, pelo IGP-DI. ''Não somos obrigados a fazer esse reajustamento em julho. Não poderemos fugir do IGP-DI porque ele é contratual e, por isso, falo em negociação nesse momento'', disse.
De acordo com projeções feitas pelo governo, o aumento ficaria em 34%, no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho. Se concedido, vai pressionar a inflação. O reajuste corresponderia a um ponto percentual na inflação anual, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), segundo cálculos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA é utilizado no sistema de metas de inflação do governo.
O ministro diz confiar em um acordo com as companhias telefônicas porque o reajuste integral pode, além de realimentar a inflação, estimular a inadimplência e aumentar o custo para outros setores da economia.


