Ministro admite tabelar preço do gás de cozinha
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segunda-feira, 29 de julho de 2002
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O governo federal admite a possibilidade de fixar um teto para o preço máximo do gás de cozinha, ''eufemismo'' para o tabelamento do produto, concordou o ministro de Minas e Energia, Francisco Gomide, que esteve ontem em Curitiba. A decisão deve ser divulgada entre os dias 5 a 16 de agosto, se o mercado não voltar a praticar as margens de lucro que vigoravam em janeiro.
Caso isso não ocorra, o governo vai fixar o teto de preço, prometeu Gomide. O ministro disse que nesta e na próxima semana o governo vai acompanhar o comportamento dos preços do gás de cozinha. Ele lamentou a decisão de recorrer ao tabelamento, mas informou que o governo vai recorrer a esse instrumento por perceber que não está havendo competição no setor.
Gomide rejeitou, porém, qualquer possibilidade de estender o tabelamento para outros produtos como combustíveis. Segundo o ministro, se as grandes distribuidoras estivessem importando o gás de cozinha, haveria mais oferta e o preço seria bem menor. Atualmente, somente a Petrobras importa o gás de cozinha.
No início do ano, o governo eliminou os subsídios do preço do botijão de gás de cozinha, em troca do Vale-Gás, distribuído às famílias de baixa renda. ''Ao retirarmos os subsídios que não eram aparentes, as distribuidoras acharam por bem elevar também a margem de lucro'', justificou.
Gomide não antecipou qual seria o preço ideal do gás de cozinha. Mas acredita que as distribuidoras devem adotar uma margem média sobre o preço praticado ao longo do ano. Em Londrina, o botijão está custando até R$ 29,00.


