Ministro admite reduzir juro agrícola
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sexta-feira, 11 de maio de 2007
Giancarlo Franquini<br> Especial para a Folha 
Maringá - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes (PMDB), informou ontem que o governo deverá anunciar mudanças para o próximo plano da safra de verão, dentro dos próximos 30 dias. A principal deverá ser a redução na taxa do juro agrícola, hoje em 8,75%. O anúncio foi feito durante visita de Stephanes a 35 Exposição Agropecuária e Industrial de Maringá - Expoingá 2007.
Ele acredita que o valor poderá chegar a 7% no máximo e não a 5%, como vem defendendo algumas entidades de classe ligadas ao setor rural. ''Já definimos que um valor menor que esse seria inviável'', completou. O valor do seguro do governo também aumentou e subiu de R$ 20 milhões para R$ 100 milhões.
Já a ajuda para produtores de médio porte ainda não tem definição dentro do plano. Na visão de Stephanes, essa questão do ''médio'' precisa ser revista no Brasil, porque os recursos disponíveis sempre geram mais benefícios para os pequenos e grandes agricultores. ''Estamos estudando novos financiamentos para essa classe, que tem estado um tanto abandonada'', observou.
Na conversa com as autoridades presentes na feira, ele ainda falou sobre uma série de projetos para o setor como o Fundo Contra Catástrofes, que está praticamente pronto e deverá ser anunciado nos próximos meses. Outro ponto foi a liberação para defensivos e fertilizantes genéricos.
''Os genéricos serão uma maneira de baratear e melhorar a produção no Brasil. Acredito que poderemos teremos novidades reais nesse sentido entre os próximos seis e 12 meses'', frisou.
Ele também revelou que o Paraná receberá uma verba de R$ 5 milhões para aplicar em ações de defesa sanitária contra a febre aftosa, principalmente, na região de fronteira com o Paraguai e com o Mato Grosso do Sul.
Segundo o ministro, o Mato Grosso do Sul receberá R$ 25 milhões para fazer o combate contra a febre aftosa, porque o Estado ainda enfrenta problemas com a doença. Já o Paraná, Mato Grosso e Rondônia, receberão R$ 5 milhões cada para promover ações que empeçam a entrada do vírus nos Estados.
Outra novidade no combate contra a doença é que qualquer novo foco detectado em um raio de 150 quilômetros da fronteira do Brasil com os países vizinhos, terá o controle totalmente custeado pelo Governo Federal e não mais pelos estados, como ocorre hoje.


