Ministro admite novo reajuste em breve
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quinta-feira, 14 de outubro de 2004
Agência Estado 
Brasília - O aumento do preço da gasolina e do óleo diesel anunciado ontem pela Petrobras deixou uma certeza no mercado: um novo reajuste virá pela frente. O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, declarou ontem que a empresa decidiu ''um nível de ajuste e não todo o ajuste que ela imagina fazer'' e reforçou a interpretação de que o governo optou por escalonar a correção preço dos combustíveis, em vez de fazê-la de uma única vez. Mesmo reconhecendo que o aumento frustrou quem esperava alta da gasolina perto dos 10%, o ministro argumentou que, diante das incertezas em relação ao comportamento do petróleo no mercado internacional, ''nenhum país está fazendo o alinhamento exato (da gasolina doméstica) com o preço atual'' e que, portanto, a Petrobras acertou na dose.
Segundo o ministro, esse é um momento em que ''todos estão observando para ver o que acontece no curto e no médio prazos'' com o preço do produto e, por isso, a cautela é natural. Quanto à repercussão dessa alta na inflação, Palocci disse que não é atribuição da Petrobras controlar os índices de preços, mas do Banco Central, e que não vê justificativas para mudanças nas expectativas de inflação, já que a correção dos preços dos combustíveis era esperada pelo mercado.
Segundo analistas, a avaliação é de que o impacto do aumento da gasolina no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será de 0,07 ponto porcentual (uma parte em outubro e outra em novembro), com base no repasse de 1,6% ao consumidor estimado pela Petrobras.
Além do efeito direto sobre o IPCA, o aumento de combustíveis também afeta a família de índices gerais de preços (IGPs) da FGV. Estes indicadores são usados como referência para tarifas administradas como energia e telecomunicações. Quando sobem, provocam um impacto indireto no IPCA, que capta o aumento destes serviços para o consumidor. Para a Global Invest, o reajuste divulgado ontem deve elevar em 0,14 ponto porcentual o IGP.


