Arquivo FolhaEm busca de acordoRezende vai se reunir hoje com juízes e representantes do Ministério Público, BB, Caixa, INSS, RF e mutuáriosO ministro da Justiça, Íris Rezende, está confiante de que uma saída para a situação de 42 mil clientes, 12 mil empregados e bancos credores da Encol pode ser alcançada nos próximos dias e com essa expectativa volta a se reunir hoje com juízes, representantes do Ministério Público, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do INSS, da Secretaria da Receita Federal e da associação dos mutuários.
O adiamento da reunião marcada para ontem com esses mesmos participantes não significou uma má notícia, salientou o ministro. O que sucedeu, explica, é que a Secretaria da Receita Federal precisou aprofundar o exame de alguns pontos que foram colocados sobre a mesa de negociação, ‘‘mas o desejo de se chegar a uma solução não foi abalado’’. Segundo o ministro, até os bancos credores estão aceitando colocar o aspecto social da questão em primeiro lugar.
Em linhas gerais, explicou o ministro da Justiça, o que se está buscando é a desvinculação de todos os projetos em construção (cerca de 700) de um possível processo falimentar, de modo a permitir que a construção dos imóveis tenha sequência e que os mutuários possam receber diretamente novos financiamentos. Explica o ministro Íris Rezende que muito provavelmente não será necessário alterar a lei de falências, graças à boa vontade das partes.

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