São Paulo A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tentou ontem minimizar a retirada do regime de urgência constitucional para a votação do projeto de biossegurança, anunciada anteontem pelo líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP). Segundo a ministra, o adiamento da matéria não significa que o projeto tenha deixado de ser prioridade para o governo. As informações são da Agência Brasil.
''É tão prioridade que o governo colocou o líder do governo (Rebelo) para relatar a matéria e ele está trabalhando e ouvindo os setores para que o projeto possa ser votado em fevereiro'', disse.
Na segunda-feira, Rebelo justificou a retirada do projeto devido à necessidade de se votar matérias mais importantes, como o Orçamento da União para 2004. O governo pretende votar ainda a medida provisória que acaba com a cumulatividade da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), o PPA (Plano Plurianual de Investimentos) e o projeto que institui as PPPs (Parcerias Público Privadas).
Marina Silva alertou que a discussão correta não é atropelar o debate, mas fazer com que ele possa acontecer de forma consistente e urgente, para que seja aprovado no início do ano. ''Tenho certeza de que tanto o Congresso quanto o Executivo vão estar empenhados na aprovação'', disse.

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