Ministra diz que vai preservar a lei do mercado
São Paulo - A ministra Dilma Roussef garante que vai preservar a lei do mercado, de oferta e demanda. ''É óbvio que entendo que os geradores querem maximizar os lucros, mas também temos de levar em conta o direto dos consumidores pela energia barata.'' Dilma afirmou, porém, que não vai deixar que a eletricidade seja vendida a preço irrisório. Para ela, a tendência é que os contratos mais distantes de 2005, tenham preços mais elevados. O leilão oferecerá três tipos de produtos: contratos a partir de 2005, 2006 e 2007, com prazo de oito anos.
O secretário de energia do Estado de São Paulo, Mauro Arce, que levará para o leilão a energia das estatais Cesp e Emae, estará pessoalmente comandando os lances das empresas. ''Se for um preço razoável, todo mundo vai vender. Caso contrário outras alternativas terão de ser analisadas.'' As opções, diz ele, são o mercado livre, de clientes que deixaram de ser cativos das distribuidoras, o próximo leilão de energia velha de 2005 e o mercado atacadista. ''Hoje, o preço nesse mercado está baixo, mas poderá subir nos próximos anos, dependendo da situação de oferta do sistema.''
Para ele, o megaleilão será um passo importante no setor. Mas Arce revela preocupação quanto aos investimentos futuros. ''O resultado do leilão poderá dar sinalizações aos investidores que participarão do leilão de energia nova (ver quadro) em 2005.'' Segundo ele, um dia esse investidor também terá energia velha para vender. Mas, apesar das dúvidas, o secretário se diz confiante no modelo. ''Espero que os preços fiquem num patamar equilibrado. Estou indo aberto para o leilão. Mas sei dos meus limites.'' (R.P.)





