Ministra anuncia hackathon do agro em Londrina neste ano
Tereza Cristina afirma em visita à ExpoLondrina que objetivo é aproveitar experiência regional em inovação no setor para promover evento nacional em novembro
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de abril de 2019
Tereza Cristina afirma em visita à ExpoLondrina que objetivo é aproveitar experiência regional em inovação no setor para promover evento nacional em novembro
Fabio Galiotto - Grupo Folha 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS), anunciou que Londrina sediará um hackathon do agronegócio promovido pelo órgão, em novembro deste ano. O objetivo é aproveitar as experiências já feitas na cidade e na região para a promoção de inovação e criação de empresas de tecnologia no setor. A declaração ocorreu durante visita na segunda-feira (8) à ExpoLondrina, no Parque de Exposições Governador Ney Braga.
A titular do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou da abertura do Fórum do Agronegócio da ExpoLondrina, que tem o tema “Potencializar o agro: da infraestrutura à agregação de valor”. Durante a explanação, porém, ela tratou mais sobre desafios como a abertura de mercados, o debate sobre a tabela de frete e a necessidade de maior subsídios para o agronegócio.
Em entrevista coletiva posterior, a ministra anunciou a definição da cidade para o evento. “Essa exposição é sobre tecnologia, o ministério tem uma secretaria de inovação tecnológica e Londrina foi escolhida para fazer um grande hackathon no segundo semestre”, disse Cristina. “Depois, vamos utilizar o polo de vocês para implementar várias novas tecnologias no Paraná. Vai ser o primeiro estado onde o Ministério da Agricultura vai fazer, apoiar e fazer o experimento”, completou.
O evento funciona como uma maratona de desenvolvimento de soluções inovadoras e criação de startups. A ministra afirmou que será necessária uma emenda ao orçamento, que já está combinada com a deputada federal Luísa Canziani (PTB).
DESAFIOS IMEDIATOS
Durante a palestra no fórum, a ministra defendeu questões como a maior oferta de crédito e de seguro rural com juros subsidiados, abertura de novos mercados sem confusões com os parceiros comerciais atuais, a reforma da Previdência para fortalecer as contas públicas e criticou a tabela de frete nos moldes apresentados até o momento. “Sei que a ansiedade de todos é saber o Plano Safra, que na minha opinião tem de acabar. Não tem de ter um plano, mas uma política para a agricultura, porque não podemos ficar todos os anos ansiosos para saber quanto teremos”, disse.
Ela também lembrou que muitos produtores sofrem para renegociar dívidas com bancos depois de enfrentarem problemas climáticos, o que poderia ser resolvido com oferta de seguro rural além dos R$ 440 milhões da safra em andamento. “Discutimos com o ministro da Economia [Paulo Guedes] para que tenhamos um valor maior, R$ 1 bilhão, e existe uma sensibilidade para aceitar um valor próximo disso”, citou Cristina.
Foi sobre a necessidade de manter e ampliar parceiros comerciais, porém, que a ministra mais gastou o verbo. Ela disse que Europa e Estados Unidos são concorrentes do Brasil, mas que é possível ganhar espaço em países africanos, árabes e asiáticos. “A China é uma grande parceira, vai continuar sendo e temos de brigar, por isso estou indo para lá no mês que vem, para dizer que somos parceiros confiáveis”, afirmou, ao completar que visitará ainda Japão, Indonésia e Vietnã.
Ainda, ela citou a polêmica sobre a afirmação do presidente Jair Bolsonaro, que deseja transferir a embaixada em Israel para Jerusalém, o que contraria o entendimento de países árabes e da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre qual a capital daquele país. “Houve um mau estar e tenho tentado contornar, recebendo todos os embaixadores que vão ao ministério, conversando. Na quarta teremos um jantar que ofereceremos para 61 embaixadores, dos quais 51 confirmaram presença. Vamos dizer que somos grandes fornecedores e queremos manter essa parceria”, afirmou Cristina. “Conversei com o presidente Bolsonaro e ele disse que vai lá. Não sei, mas tomara que vá, porque será muito bom.”


