Curitiba - Os recursos previstos para a sanidade agropecuária do Paraná, oferecidos pelo governador Roberto Requião ao estado do Mato Grosso do Sul, terão que ser devolvidos ao Ministério da Agricultura antes de serem realocados para aquele Estado. Segundo a assessoria do ministério, o governador paranaense deve fazer uma solicitação à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) para anular o crédito já concedido.
Após a solicitação, a SDA retira o crédito do Paraná podendo repassá-lo ao Mato Grosso do Sul. Mas o repasse não pode ser direto, explicou a assessoria de imprensa.
Anteontem, o governador Roberto Requião disse que iria repassar ao MS o dinheiro liberado pelo ministério da Agricultura ao Paraná, no valor de R$ 1,5 milhão, para reforçar o trabalho de sanidade animal no Estado. O governador reclama que o estado está há três anos sem receber verbas do ministério para a sanidade agropecuária. No governo anterior, o Paraná recebia entre R$ 4 a R$ 6 milhões por ano para a sanidade.
Ontem, na Assembléia Legislativa do Paraná, o vice-governador e secretário da Agricultura e do Abastecimento, Orlando Pessuti confirmou a intenção do governo em repassar o dinheiro da sanidade para o estado vizinho. Pessuti concordou que o crédito liberado é muito pouco e por isso ele acha melhor que vá para o MS. ''Para o Paraná é fundamental que se resolva o problema do foco da febre aftosa naquele estado e certamente com o recurso dobrado, a nossa oferta fará a diferença'', afirmou.
Pessuti ressalvou que o Paraná não quer só adotar atitudes radicais como a de fechar as fronteiras interestaduais e proibir o trânsito de produtos de lá para cá. ''Queremos demonstrar também que somos solidários com o estado vizinho, que está precisando mais de dinheiro agora'', justificou. Segundo o secretário, ele obteve a garantia do governador de que irá remanejar verbas de outros órgãos caso haja uma emergência no setor de sanidade agropecuária.

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