Ministério suspende venda de frangos de três empresas
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quarta-feira, 04 de agosto de 2010
Eli Araujo<BR> Reportagem Local 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) suspendeu a comercialização de carnes de aves in natura produzidas por três empresas nos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina. A fiscalização do Mapa constatou que as carnes de aves, congeladas ou resfriadas, tinham água acima do limite permitido por lei.
Entre as empresas, duas são muito conhecidas do consumidor paranaense: a Cooperativa Agroindustrial Consolota (Copacol), com sede em Cafelândia, na região oeste, e a Brasil Foods, com sede em Santa Catarina, que é resultado da fusão entre a Sadia e a Perdigão no ano passado. A terceira empresa é a Rigor Alimentos, de São Paulo.
Segundo o Ministério da Agricultura, as três empresas foram submetidas ao Regime Especial de Fiscalização, que determina a análise de todo estoque antes de ser liberado para o comércio. Os fiscais recolheram amostras no comércio de todo o País para avaliação da quantidade de água resultante do descongelamento. O limite tolerado por lei é de 6%, mas a assessoria de imprensa do Mapa não informou qual foi o índice encontrado nas amostras pesquisadas.
De acordo com as normas do Ministério da Agricultura, as três empresas ficarão sob o Regime Especial de Fiscalização até que comprovem a correção da irregularidade, o que é feito por meio da revisão de seus programas de autocontrole e da apresentação das análises de três lotes que estejam nos padrões estabelecidos pela portaria 210/1998.
O Ministério da Agricultura recolhe, por ano, mais de mil amostras de carcaças de aves comercializadas no varejo para analisar o percentual de água nos respectivos produtos. Desde 2007, 34 empresas já foram submetidas ao Regime Especial de Fiscalização.
O consumidor que identificar excesso de água na carne de ave congelada pode fazer a reclamação junto à Ouvidoria do Ministério da Agricultura pelo telefone 0800-704-1995.
Surpresa
A notícia da suspensão da comercialização da carne de aves pegou de surpresa a diretoria da Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol). Em nota distribuída à imprensa, assinada pelo vice presidente Emílio Gonçalves Mori, a cooperativa afirma que realmente houve a fiscalização do Ministério da Agricultura na empresa entre os dias 21 de julho e 3 de agosto, mas ''que não foram constatadas irregularidades nas amostras das análises realizadas com relação à quantidade de água resultante do descongelamento dos produtos''.
A nota informa ainda que ''a comercialização de carne de frango no Brasil e no exterior está sendo realizada normalmente, sem ter passado por qualquer tipo de interrupção''.
A assessoria de comunicação da Copacol diz que entrou em contato com o Ministério da Agricultura e foi informada de que a nota comunicando sobre a suspensão da comercialização ''não estava correta''. A correção deve ser publicada ainda hoje.


