A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, destacou, entre os avanços sanitários, a erradicação da peste suína clássica, em maio de 2015, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Até maio de 2016, outras 14 unidades federativas deverão seguir o mesmo caminho: Sergipe, Bahia, Rondônia, Acre, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Distrito Federal.
Outro ponto abordado pela equipe do ministério foi o fato de, em três meses, 4.230 processos terem sido desburocratizados. "Todos os processos de auto de infração foram zerados (nesse período)", disse a ministra. Ela destacou as ações do Mapa sem Papel. "Todos documentos de protocolo eletrônicos foram 100% informatizados, inclusive os referentes a importações e exportações." Houve também redução das despesas operacionais feitas pelo ministério entre janeiro e junho de 2015 – majoritariamente com despesas com diárias, passagens e contratos considerados "excessivos ou desnecessários".
Isso, de acordo com a ministra, resultou em uma redução de R$ 69,4 milhões nos gastos, que passaram dos R$ 146,75 milhões aplicados em 2014 para uma previsão de R$ 77,35 milhões em 2015. Enquanto esses gastos diminuem, a pasta prevê um aumento de 20% nos recursos destinados ao Plano de Agricultura e Pecuária para o período 2015/16. Esses investimentos deverão chegar a R$ 187,1 bilhões. Kátia Abreu lembrou também da contribuição do setor para a geração de empregos no Brasil. Enquanto o País apresentou, entre janeiro e junho, uma redução de 278 mil postos de trabalho, o setor agropecuário teve saldo positivo de 31 mil empregos. (P.P./A.B.)

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