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FE 6B 17
Redução do flúor visa evitar degradação óssea do gado, segundo o Ministério da Agricultura
O Ministério da Agricultura quer evitar o excesso de flúor na alimentação animal, para que os rebanhos bovinos, especialmente, não sofram degradação óssea, um tipo de doença que fragiliza o animal. Para tanto, desde o início deste mês está em vigor a instrução normativa número um, que estabelece critérios para registro de superfosfato e fosfato de rocha destinado a alimentação animal.
O coordenador Geral de Promoção Animal do Departamento de Fiscalização e Fomento da Produção Animal do Ministério, Esio Gomes da Mota, explica que esta medida foi tomada porque atualmente - pela inexistência de um produto padrão para alimentação animal - os criadores usam como suplementação o superfosfato triplo, registrado como fertilizante.
O superfosfato triplo, por ser registrado como fertilizante, não contém a especificação sobre as quantidades de flúor, de fósforo e de cálcio. Isso acaba permitindo o excesso de flúor, o que pode ocasionar a degradação óssea dos animais.
A instrução normativa número um determina que o superfosfato triplo tenha um teor máximo de 7% de umidade; 16% de cálcio; 0 7% de flúor e um minimo de 20% de fósforo. Além disso, deve informar o nível mínimo de solubilidade do fósforo em ácido cítrico a 2%.
Com relação ao fosfato de rocha, a instrução determina que o teor máximo de umidade seja de 7%; o de cálcio 20%; o de flúor de 1,%% e que o fósforo tenha um mínimo de 9%. Com relação ao fosfato de rocha, a instrução normativa determina ainda que no rótulo do produto fique claro que este não é recomendado como fonte inorgânica exclusiva de fósforo para alimentação animal, nem para aves, suínos, bovinos de leite e para formulação de suplementos proteinados.
O fosfato de rocha também não pode exceder o limite máximo de 30% do fósforo inorgânico das misturas minerais para bovinos, assim como deve observar o limite máximo de 40 partes por milhão de flúor na matéria seca da dieta dos bovinos em geral.
A expectativa do governo, segundo Esio Gomes da Mata, é a de que com essas exigências, alguma empresa se interesse em fabricar um produto específico para alimentação animal, oferecendo uma alternativa de suplementação alimentar mais adequada aos produtores.

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