Curitiba - Mais de 700 propriedades rurais de 15 estados brasileiros reconhecidos como áreas livres da febre aftosa vão servir como base para um estudo sorológico anual para detecção de anticorpos do vírus da doença. O intuito é comprovar que não existe o risco de reintrodução da aftosa nestes estados.
O estudo faz parte do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O procedimento periódico é uma exigência da Organização Mundial de Sa© úde Animal. Os especialistas do programa iniciaram a coleta de 27,5 mil amostras do soro sanguíneo dos animais para exame laboratorial e as inspeções clínicas periódicas em fazendas nos estados do Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Sergipe, Tocantins e Rondônia.
O rebanho nas áreas de risco destes estados soma 4 milhões de cabeças. No total, os 15 estados somam 161,6 milhões de cabeças. Para o coordenador nacional do programa, Jamil Gomes de Souza, a manutenção da condição sanitária exige a constante realização de atividades de vigilância sanitária. Em cada região de risco identificada pelos técnicos agropecuários são escolhidas propriedades com diferentes sistemas de produção pecuária e com intenso intercâmbio de animais e produtos.
Também são considerados na escolha das fazendas fatores como a proximidade com as áreas não-livres da doença, abatedouros, recintos para eventos agropecuários e aterros sanitários. No Paraná, os maiores focos de riscos são as fronteiras com o Paraguai e a Argentina. Os relatórios com os resultados dos estudos serão encaminhados em novembro desse ano à sede da Organização Mundial de Saúde Animal, em Paris.

mockup