O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba deve encaminhar na manhã de hoje uma nova denúncia ao Ministério Público Federal para que sejam apuradas irregularidades na Metalúrgica Unida Ltda, que funcionava em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Segundo o diretor do sindicato, José Roberto Athayde, a decisão foi tomada depois que a Polícia Federal se negou, na sexta-feira, a aceitar o pedido de investigações na empresa. Nos trâmites normais, é o Ministério Público que deve acionar a polícia para apurar as denúncias.
Essa é a segunda vez que o Sindicato dos Metalúrgicos denuncia ao Ministério Público irregularidades na Metalúrgica Unida. A primeira aconteceu no dia 11 de outubro de 2000, três meses antes da empresa fechar as portas sem comunicar seus 50 funcionários. Na época, o sindicato queria que se apurasse qual o nome do verdadeiro proprietário da empresa. Agora, com matérias de jornais que mostram o drama dos ex-funcionários – que estão sem receber salários e o 13º – a entidade volta questionar qual o dono da metalúrgica e a possível venda do imóvel.
A Metalúrgica Unida fechou as portas durante o último feriado de Natal. Quando retornaram das férias coletivas, no dia 2 de janeiro, os funcionários encontraram a empresa vazia. Na época Rosana Cristina Leite de Farias Lopes se apresentou como proprietária da metalúrgica, mas negou que teria dado um golpe nos funcionários. No entanto, o sindicato alega que Rosana é uma proprietária ‘‘laranja’’, usada para encobrir Siegfried Boving (o Zico), ex-prefeito de Pinhais. ‘‘Zico diz que vendeu a empresa para Rosana e seu marido, que morreu em 1995. No entanto, na Junta Comercial documentos mostram que o dono é ele’’, diz José Athayde.
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos esperava receber ontem um documento que possa mostrar quem é o dono da Metalúrigca Unida. ‘‘Sem a comprovação os trabalhadores não têm de quem cobrar seus direitos’’, diz.

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