Fiscalização mantém posto
permanente na Ceasa de Foz

Emerson Dias
De Foz do Iguaçu
Especial para Folha


O Ministério da Agricultura e do Abastecimento instalou um posto de fiscalização dentro da Central de Abastecimento (Ceasa) de Foz do Iguaçu, com o objetivo de melhorar a vistoria dos produtos agrícolas e agilizar a exportação de hortifrutigranjeiros para o Paraguai e a Argentina. Depois de 20 dias funcionando em fase experimental, o projeto foi aprovado por comerciantes e fiscais.
Além dos usuários brasileiros tradicionais, a central também possui dezenas de compradores cadastrados de Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina). São compristas que negociam diariamente com agricultores da região oeste e que precisam ter o carregamento aprovado pela vistoria que observa as condições fitossanitárias dos produtos exportados, para que possam cruzar a fronteira. A avaliação é feita por meio de exemplares aleatórios, colhidos diretamente nas carretas, e que comprova ou não a existência de pragas e doenças, além de verificar a validade das frutas, verduras e legumes.
‘‘Antes do posto funcionar dentro da Ceasa, nós precisávamos levar amostras para o escritório que fica no centro da cidade. Agora o processo está mais ágil e isso deve amentar a comercialização’’, disse Alcindo Melhorança Junior, presidente da Associação Representativa dos Usuários, Comerciantes e Produtores da Ceasa em Foz (Arufi).
Diariamente, os funcionários do Ministério da Agricultura fiscalizam em média 180 cargas, mas na segunda-feira, dia de maior procura, este número sobe para 270. Para o chefe do Serviço de Vigilângia Sanitária do Ministério da Agricultura em Foz, Ricardo Ishida, a vistoria ganhou mais credibilidade e segurança, já que antes alguns produtores acabavam escolhendo os melhores exemplares para encaminhar ao órgão. ‘‘Hoje temos um agrônomo, dois auxiliares e três digitadores para preencherem as vistorias. O trabalho deles no posto melhorou muito a avaliação dos produtos exportados’’, finalizou.

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