Brasília - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento definiu, ontem, em que circunstâncias poderá ser usado o herbicida que tem o glifosato como princípio ativo. A posição oficial foi adotada com base numa decisão tomada na quinta-feira pelo Comitê Técnico de Assessoramento de Agrotóxicos, formado por representantes dos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde. Os técnicos desses órgãos definiram que o produto poderá continuar sendo aplicado somente nas fases de pré ou plantio direto de soja, mas proibido depois da germinação da planta. As informações são da Agência Brasil.
No caso da soja convencional, o glifosato causa fitotoxidade à planta, levando-a à morte. Já na cultura transgênica, há resistência à aplicação do herbicida. No pré ou no plantio direto, o índice permitido é de 0,2 miligrama de glifosato por quilo de soja, segundo disse o coordenador de Fiscalização de Agrotóxicos do ministério, Júlio Brito.
Na parte aérea da planta, o glifosato está proibido. Quem desobedecer a norma e aplicar o herbicida depois da germinação da soja, será enquadrado nos códigos civil e penal. Terá, ainda, sua lavoura destruída e sofrerá pena de 2 a 4 anos de prisão. A punição também será aplicada ao técnico ou engenheiro agrônomo que recomendar o uso do glifosato.

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