Curitiba – O ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, participou ontem da inauguração das novas instalações do escritório regional do Itamaraty no Paraná, com o objetivo de estreitar as relações internacionais e de exportação de insumos agrícolas para países europeus. De acordo com Lafer, o Paraná é um dos maiores produtores agrícolas do País e precisa ter a exportação incentivada. Entre os parceiros europeus destacados por ele, estariam a Polônia e a Ucrânia. ‘‘O fato destes países fazerem parte da política paranaense ajuda muito. Até porque o Estado tem muitos imigrantes dos dois países’’, destacou.
Lafer afirmou ainda que o escritório terá também como meta o estreitamento das relações com as pequenas e médias empresas. ‘‘Esta unidade terá que estabelecer um vínculo entre o que estamos fazendo em Brasília e os interesses do Paraná. Vamos dar personalidade aos interesses comuns’’, complementou.
O ministro afirmou que é preciso buscar alternativas de exportação e comercialização de modo a atender os interesses locais e os dos blocos econômicos com os quais o Brasil negocia ou participa. ‘‘O açúcar, por exemplo, é um tema complicado nos Estados Unidos, Argentina e União Européia. Mas se não obtivermos espaço para o nosso açúcar, podemos conseguir para o álcool, o que atende o setor como um todo’’, relatou.
A Área de Livre Comércio entre as Américas (Alca) que vai vigorar a partir de 2005 ainda tem vários pontos espinhosos para serem negociados, observou Lafer. ‘‘Nenhuma negociação comercial é plenamente satisfatória para todas as partes. Mas o Brasil não subscreverá um acordo que não seja compatível com nossos interesses’’, salientou. Para ele, o grande trunfo do Brasil nas negociações sobre tarifas e barreiras alfandegárias é o tamanho do mercado consumidor.
O embaixador do Itamaraty no Paraná, Jairo Coelho, explicou que o escritório regional servirá como um intermediador de interesses. ‘‘Se uma fábrica quiser vir para o Paraná, por exemplo, teremos condições de ver qual a região que mais necessita deste investimento. Iremos trabalhar os interesses comerciais, sem esquecer os interesses políticos’’, complementou. (Com Rosana Félix)

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