A meta de inflação (inflation target) que deverá ser perseguida pelo Banco Central será preestabelecida pelo Ministério da Fazenda. Esta meta terá uma margem de erro, mas ela ainda não foi definida pelo Banco Central. O diretor de Política Econômica do Banco Central, Sérgio Werlang, explicou ontem, no Rio, que o intervalo do desvio padrão será maior do que o utilizado atualmente pela Inglaterra, que é de 1,5%.
Werlang disse também que o sistema de meta de inflação brasileira não terá expurgo. Segundo ele, não é indicado para países com inflação mais elevada, como é caso do Brasil, fazer ajustes nos índices. Entretanto, o diretor avalia que este ponto pode ser alterado nos próximos cinco ou seis anos, quando a taxa já deverá ter recuado para padrões mais próximos da média mundial.
O diretor de Política Econômica do BC anunciou que nos próximos dois dias o governo vai definir qual índice de preços será escolhido para ser a meta de inflação. O governo está entre o IPCA (Indice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e o IPC (Indice de Preços ao Consumidor), da Fundação Getúlio Vargas.
Werlang explicou que o sistema vai entrar em vigor a partir de junho e fixará metas de inflação para este ano, 2000 e 2001. O diretor do BC participou ontem, na capital fluminense, do encerramento de um seminário sobre adoção de metas inflacionárias no País.

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