Ministério da Agricultura suspende importações de bovinos do Canada
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terça-feira, 27 de maio de 2003
Agência Estado 
Brasília - Desde 1995, o Brasil importou 3.212 bovinos de reprodução do Canadá, país que confirmou na semana passada o primeiro foco da doença da vaca louca em mais de dez anos. Os números são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram divulgados ontem pelo presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira. A maioria dos animais foi destinada à pecuária de leite.
O ministro da Agricultura suspendeu ontem as importações de bovinos, produtos e subprodutos procedentes do Canadá. O embargo vale por tempo indeterminado, informou a assessoria de imprensa do ministério.
Nogueira acrescentou que os lotes comprados do Canadá chegaram ao Brasil para melhoramento genético do rebanho de determinadas raças. ''Eles foram nacionalizados, o que significa que as associações de produtores têm os registros dos lotes'', explicou. ''Poderemos saber, pelo registros das associações, quem foi o importador e se o animal foi comercializado.''
Como ocorreu na Europa, há necessidade de rastreamento dos bovinos importados do Canadá, informou Nogueira. Ele é o gerente pelo setor privado da Câmara Setorial da Carne Bovina, recém-criada pelo ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. ''O governo precisa nos apresentar dados de rastreamento dos animais importados'', afirmou ele, que esteve reunido com Rodrigues e representantes da câmara em Brasília.
No encontro, a iniciativa privada pediu ao governo um orçamento do custo de rastreamento desses bovinos. ''O sistema de rastreamento será independente do Sisbov. Será muito mais rigoroso'', afirmou. O Sisbov é o sistema que permite o rastreamento da carne bovina que será exportada para a União Européia.
Uma das exigências que extrapola as determinações do Sisbov é o acompanhamento de toda a vida reprodutiva dos bovinos. Se os animais já tiverem passado a fase reprodutiva, terão de ser abatidos e, obviamente, não poderão entrar na cadeia alimentar.


