Cascavel – O laboratório do Ministério da Agricultura, em Curitiba, deverá divulgar esta semana o resultado dos testes feitos em amostras de soja colhidas em uma área de aproximadamente 10 hectares, no Distrito de São Luiz do Oeste, em Toledo. Uma denúncia anônima levou fiscais da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) e do próprio Ministério da Agricultura a interditar a área sob suspeita da soja ser transgênica.
Segundo o engenheiro agrônomo da Seab, Roberto Siqueira Filho, não há casos de soja transgênica registrados nos últimos anos na região de Toledo. Porém, ele completa que caso seja confirmado que a plantação de soja é realmente transgênica, toda a safra da área denunciada será apreendida pelo Ministério da Agricultura. ‘‘A partir do momento em que é confirmada a irregularidade, o Ministério interdita a área e assume a colheita que deverá ser destruída’’, explica.
Segundo Siqueira, no caso de confirmação da suspeita, o caso passa a ser acompanhado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, que deverá adotar as medidas cabíveis, podendo até mesmo interpelar judicialmente o agricultor, que corre o risco de ser multado ou até mesmo preso. ‘‘O proprietário poderá responder criminalmente por contrabando e sonegação de impostos, sem contar as penalidades que aferem o meio ambiente’’, frisa.
O engenheiro agrônomo adiantou que o proprietário das terras, Marcelo Welter, já prestou algumas informações sobre a plantação, entretanto o conteúdo do depoimento não foi divulgado. A casa do agricultor permanece fechada desde o dia em surgiram as primeiras suspeitas de existência de soja transgênica em suas terras. Algumas pessoas que moram no distrito de São Luiz do Oeste se mostraram nervosas com a presença da imprensa no local.
O plantio de alimentos transgênicos está proibido em decorrência de uma medida judicial que impede a comercialização dessa cultivar no País.

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