Mínimo, petróleo e juro são os 'nós' do mercado
Agência Estado
De São Paulo
O acerto de contas entre comprados e vendidos levou a Bovespa a movimentar um total de R$ 2,312 bilhões ontem. Somente o vencimento de opções foi responsável por um giro de R$ 1,167 bilhão, bastante abaixo do R$ 1,920 bilhão registrado em dezembro, exercício anterior. A bolsa paulista fechou em alta de 0,42%, nos 17.699 pontos.
No front doméstico, analistas continuam a avaliar os passos do PFL, depois da aliança PSDB-PTB. A prova de fogo pode ser o destino da emenda que restringe a edição de medidas provisórias. De qualquer forma, brincou um executivo expressando a média de opiniões do mercado, o PFL não consegue ficar nem uma semana longe do poder. Também as discussões sobre salário mínimo não preocupam tanto; acredita-se em Brasília que a tese do abono deverá prevalecer.
Por fim, espera-se que a questão do preço do petróleo seja em breve equacionada, seja pelo fim do inverno no Hemisfério Norte seja por um sinal de boa vontade da Opep, ao eventualmente anunciar um aumento da produção. De qualquer forma, os futuros da commodity já vêm registrando queda. Vale lembrar ainda que México, Venezuela e Arábia Saudita se reúnem dia 2 de março para discutir a situação deste mercado (leia ao lado).
A falta de notícias deixou o mercado de renda fixa praticamente parado neste início de semana. Os contratos futuros de juros apresentaram pouca liquidez e fecharam praticamente de lado. O mercado externo, que anda ditando o rumo dos negócios domésticos nos últimos dias, não deu as cartas ontem, feriado nos Estados Unidos e dia de descanso em Wall Street.
A notícia também é boa para o Brasil, que teme que a alta do preço do petróleo possa provocar um aumento de combustíveis e ameaçar o processo de queda da inflação. Ainda mais agora que as previsões para o IGP-M e IPC-Fipe são de que os índices fiquem próximos de zero para este mês. Internamente, a questão de maior relevância é a discussão em torno do novo salário mínimo.
Tradicionalmente, quando é feriado em Nova York o mercado de câmbio brasileiro tende a registrar menor liquidez. Ontem não foi diferente. Sem fluxo de negócios para os EUA e sem as referências de Wall Street, o mercado operou em ritmo lento nesta segunda-feira. No encerramento dos negócios, o dólar fechou ontem em alta de 0,11%, cotado a R$ 1,78.(Marcia Pinheiro, Mario Rocha e Denise Ramiro)





