O salário mínimo brasileiro deveria estar 120% acima do valor atual para o País seguir a norma internacional pela qual o mínimo deve ficar próximo de 40% do salário médio industrial. Essa regra é cumprida em países como Estados Unidos, Botsuana, e Filipinas. A conclusão é de estudo feito por técnicos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado ontem.
O documento compara o salário mínimo de 29 países. O Brasil, com R$ 120 ou US$ 116 pelos dados utilizados no trabalho, registrou o quinto menor valor em termos absolutos, atrás de Botsuana, Peru, El Salvador e Nigéria. No País, o salário mínimo representa 20% do salário médio industrial, o que conferiu ao Brasil a segunda pior posição entre os países analisados. Entre os 29 países, há uma concentração de valores do mínimo entre US$ 100 e US$ 250. Bélgica e Holanda registram têm o maior: US$ 1.000.
Em relação à renda per capita, o mínimo brasileiro chega a 27%. Entre os 29 países, o índice mediano é de 49%. Tomando-se a norma internacional como uma meta, o salário no Brasil, Uruguai e México encontra-se muito abaixo do que seria ‘ideal’. O trabalho do Ipea baseou-se em valores do mínimo no início da década de 90, em dólares.
O trabalho não apresenta uma justificativa única para explicar esse hiato entre o salário mínimo e o industrial. Especula-se que, no caso brasileiro, o salário médio industrial possa estar anormalmente alto, em vez de o salário mínimo estar baixo.

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