Há dois anos, quando tinha 22, Diogo Decker teve de assumir o negócio da mãe, o Posto de Combustível Cumpinzão, na PR-445, em Cambé. Ele já estava desde os 17 anos na empresa, onde começou, segundo ele, como qualquer outro funcionário. "Aprendi muito vendo como minha mãe administrava e, na hora que assumi, me senti preparado", conta.
Formado em educação física, ele diz que um MBA em gestão estratégica fez "toda a diferença" para sua atuação como empresário. "Estou ampliando os negócios, comprando um novo posto na cidade", afirma. Integrante da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Decker participa da Comissão de Jovens Empresários, a Conjove, e não se vê fazendo carreira em empresa. "Sou um empreendedor, minha paixão é isso aqui (na empresa)", declara.
Para Arthur Versoza, 27 anos, outro integrante da Conjove, os jovens estão bem mais dispostos a empreender atualmente. "Há mais informações disponíveis, há novas formas de empreendedorismo ligadas à tecnologia, como o desenvolvimento de games, de aplicativos para celular", justifica. Desde os 19 trabalhando na empresa do pai, a EngeBrazil, ele disse ter tido dúvidas sobre assumir o negócio ou partir para alguma carreira na área médica. "Mas a engenharia elétrica falou mais forte", conta.
Versoza diz que a responsabilidade de ser dono de empresa é muito maior que a de desenvolver uma carreira como empregado. Mas ressalta que a satisfação também é maior. "Dá mais trabalho, mas esse prazer de construir algo que é seu é o grande diferencial", declara. (N.B.)

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