Curitiba - A Caixa Econômica Federal (CEF) e o Governo Federal divulgaram ontem um balanço dos contratos assinados do programa Minha Casa, Minha Vida em todo o País. No Paraná, a iniciativa - que concede subsídios para compra da casa própria por famílias de baixa renda - ultrapassou em 12% a meta estipulada de 47 mil unidades habitacionais. Segundo o superintendente da CEF no Paraná, Hermínio Basso, já estão contratadas 49,5 mil moradias no Estado com investimento total de R$ 3,1 bilhões.
A Caixa também contabiliza R$ 4,2 bilhões em recursos liberados para o financiamento imobiliário. Isso corresponde a compra e venda de 57.408 unidades. Em todo o Brasil o banco fechou 1.033.396 financiamentos no total de R$ 64,4 bilhões.
''Somente em Curitiba os investimentos em habitação movimentaram R$ 2,3 bilhões em 2010 na construção de moradias. Isso representa muito não só para as famílias que vão conseguir adquirir uma casa, mas também para a economia da cidade'', comemorou. Ontem, em cerimônia realizada na sede do banco na Capital, Basso assinou contratos para início da construção de três novos empreendimentos num total de R$ 25 milhões em investimentos.
Já o residencial São Francisco, que tem 48 unidades, foi entregue formalmente ontem. O empreendimento recebeu recursos de R$ 2,3 milhões. A seleção dos novos moradores será feita pela Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab).
As moradias dos conjuntos residenciais Buriti, Ipê e Novo Bairro vão beneficiar 521 famílias com renda de até três salários mínimos. Para viabilizar a compra, a Caixa Econômica Federal subsidia as unidades, além de facilitar a comprovação de renda e garantir os recursos para as construtoras. Já a prefeitura, por meio da Cohab, concede benefícios fiscais e outros incentivos para garantir a construção.
A combinação entre as duas entidades (banco e prefeitura) foi elogiada ontem por João Elias de Oliveira, presidente da Cohab. ''Voltamos a fazer parte de uma coisa primordial, que é permitir que essas pessoas tenham casa e que estava sem investimentos há 20 anos'', elogiou.
Para Oliveira, o programa, aliado a uma série de benefícios assegurados pela prefeitura às construtoras, está permitindo até mesmo a manutenção da iniciativa mesmo com o aumento do preço do metro quadrado de terrenos na capital. ''Em quatro anos, a média de preço dos terrenos que adquirimos foi de R$ 35 a R$ 45 para R$ 150 a R$ 270'', apontou.
A prefeitura, explicou o presidente da Cohab, tem estimulado a construção de conjuntos habitacionais de até seis andares. A legislação de Curitiba torna obrigatória a instalação de elevadores para empreendimentos com mais de quatro andares, mas para não encarecer os projetos, nos imóveis do programa essa exigência é ''flexibilizada''. ''Tem que flexibilizar porque está ficando difícil de conseguir terrenos na cidade'', contou.
As 500 unidades habitacionais que tiveram o contrato de construção assinado ontem tem preço médio em torno de R$ 50 mil, mas a política de subsídios do Minha Casa, Minha Vida garante preços reduzidos para os compradores. ''Quanto menor a renda, maior é o subsídio'', explica o superintendente da CEF, Hermínio Basso. O presidente da Cohab, João Elias de Oliveira, informou que a prestação média de um imóvel do projeto fica em torno de R$ 200.

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