Com uma movimentação da ordem de US$ 190 milhões por ano, equivalente a 6% do PIB industrial, as indústrias de mineração do Paraná têm potencial para atingir 20% do PIB. Para isso precisam de investimentos em tecnologia, pesquisas e financiamentos para a modernização das empresas. A esperança do presidente da Mineropar, Omar Akel, é que em decorrência do processo de industrialização do Estado os produtos minerais ganham maior importância e em função disso, passem a ser priorizados nos programas de fomento do governo, afirmou.
Foi com essa expectativa que Omar Akel abriu o 1º Simpósio Paranaense de Mineração, realizado ontem na Feira do Paraná. Aos empresários do setor, Ackel defendeu o aumento de investimentos para que os produtos minerais sejam melhor aproveitados pelas indústrias que estão se instalando no Estado. Na sua avaliação os minerais do Paraná estão sendo subutilizados e as empresas precisam se modernizar para conseguir maior valor agregado. Citou como exemplo o valor do talco.
Segundo Akel a região de Ponta Grossa tem as maiores reservas de talco, absorvidas somente pela indústria de cerâmica. O valor comercial é de US$ 15 a tonelada, enquanto poderia ser comercializado por até US$ 250 a tonelada, se o mineral fosse absorvido também pelas indústrias farmacêuticas, de cosméticos, de veículos e outras. Para isso o mineral precisaria passar por um processo de refino que exige mais tecnologia, ressalvou.

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