A queda no número de empresas atingiu a indústria, mas os setores de mineração, têxtil e de petróleo e gás foram os mais castigados. Respectivamente, as quedas foram de 42,05%, 29,09% e 26,9%, o que, na opinião do supervisor de estatísticas Othon de Andrade Filho, do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), reflete a falta de políticas para os setores.
No caso da mineração, o motivo principal é a crise econômica mundial, que diminuiu a demanda. Sobre o segmento de petróleo e gás, ele lembra que o governo tem subsidiado o preço de combustíveis por meio da Petrobras, o que derruba a confiança do empresariado para investir no setor.
Sobre a indústria têxtil, Andrade Filho afirma que é um dos setores que mais sente o impacto do movimento de desindustrialização, causado pelos impostos. "É necessária uma política tributária sobre folha de pagamento e produção, além de ajustes no imposto sobre produtos importados", afirma. Para o diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) Ary Sudam, é o segmento que mais necessita de apoio neste ano no País. "Sabemos que não vai ocorrer uma reforma tributária total, porque seria difícil, mas precisa ter uma pressão por esse setor."

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