Os cafeicultores de Minas Gerais estão aguardando a visita do ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, amanhã, dia 26. Eles vão pedir a liberação inicial de R$ 200 milhões para a pré-comercialização, medida que pode evitar a queda no preço do café pago e combater a especulação no mercado, informou Gilson Ximenez, presidente do Conselho Nacional do Café.
Outro pedido que será feito ao ministro será a liberação de recursos do Funcafé para a recuperação das lavouras cafeeiras atingidas pelas geadas. Para isso porém, Ximenez concorda que é preciso aguardar levantamento definitivo que está sendo feito pelo Departamento Nacional do Café (Denac).
Ximenez estima que 30% das lavouras de cafés finos de Minas Gerais foram atingidas pelas geadas. Isso significa que o Estado deverá perder em torno de quatro milhões de sacas de café beneficiados na safra do ano que vem. O cafeicultor fez os cálculos sobre um potencial de produção de 27 milhões de sacas para a próxima safra. Segundo Ximenes, Minas Gerais produz 50% da safra nacional de café do País.
O cafeicultor avalia ainda que a safra paulista foi atingida entre 10% e 15% sobre o potencial de produção da safra. Já o Paraná ‘‘certamente perdeu 90%’’, afirmou. Com isso, a quebra na produção de café pode atingir 26% em todo o País, o que corresponde a uma perda de sete milhões de sacas. Ximenez ressalva que as lavouras dos estados produtores da Bahia, Espírito Santo e Rondônia não foram atingidas pelas geadas.

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