BELO HORIZONTE - A determinação do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que proibiu a entrada em Minas de laranjas produzidas em 190 municípios paulistas, está aumentando a participação de produtores de Sergie, Bahia e Goiás na comercialização diária da Ceasa mineira. Até dezembro São Paulo era responsável por 85% do abastecimento de toda laranja comercializada na central, e hoje essa participação caiu para 72%. A decisão foi tomada ‘‘por razões sanitárias’’, segundo fontes do IMA, mas a versão não foi confirmada oficialmente.
Mesmo com a entrada de produtores de outros estados, os preços da fruta continuam altos. A média do quilo nestes primeiros 15 dias do ano foi de R$ 0,24. No mesmo período do ano passado o quilo era comercializado por R$ 0,19.
Mensalmente são ofertadas 10 mil toneladas de laranja na Ceasa. Se os produtores dos três estados mantiverem o volume que está sendo ofertado diariamente, os preços do produto podem sofrer uma ligera queda, avalia Ricardo Fernandes Martins, técnico da Ceasa.
Ninguém no IMA quer discutir a decisão tomada. O presidente do instituto, Antônio Cândido, está viajando e técnicos e diretores evitam falar sobre o assunto. Como a decisão foi tomada pelo instituto e a fiscalização diária está sendo feita por técnicos do IMA, a Secretaria de Agricultura de Minas também não quis comentar a decisão. O secretário Alysson Paulinelli está no Rio.

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