Belo Horizonte - A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) proibiram ontem, por meio de uma portaria, a entrada no Estado de mudas, frutas e partes da banana e de plantas helicônias oriundas de São Paulo, Mato Grosso, Roraima, Pará, Rondônia, Amapá, Acre e Amazonas.
Fica também proibido o uso da folha de bananeira como material para proteção e acondicionamento de qualquer produto vegetal, bem como o retorno à origem de material utilizado para proteger frutos de banana em trânsito (lona plástica, isopor, papelão ou similar). O retorno de caixas de madeiras e de plásticos não desinfetados, quando provenientes de São Paulo, também estão impedidos de entrar em Minas.
A proibição é consequência da confirmação da ocorrência da ''sigatoka negra'', a mais temível doença já diagnosticada em bananais - causada pelo fungo Mycospharella fijiensis e capaz de reduzir drasticamente a produtividade dos bananais, com reduções de até 100% na produção comercial da banana prata e nanicão - na região do Vale da Ribeira, em São Paulo.
A região é a principal produtora da fruta no País, com cerca de 1 milhão de toneladas por ano, 20% da total nacional. De acordo com o IMA, todo o material vegetal apreendido nos postos fiscais das divisas do Estado deverá retornar à origem, após receber o carimbo do instituto na nota fiscal. Já o material vegetal apreendido no interior do Estado será destruído, sem indenização.
''Vamos prevenir a entrada da doença em Minas Gerais'', afirmou o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto. Minas Gerais tem uma área plantada de bananas estimada em 39 mil hectares, com produção anual de 550 mil toneladas.

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