São Paulo - Os militares das Forças Armadas que estão nas fronteiras internacionais dos Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul permanecerão nos locais por mais 30 dias. A informação é do Ministério da Agricultura, por meio de nota divulgada ontem, e atende a um pedido do secretário-executivo do Ministério e ministro interino da pasta, José Carlos Vaz, feito ao ministro da Defesa, Celso Amorim.
A prorrogação do reforço já estava prevista nos avisos ministeriais assinados pelo ministro Mendes Ribeiro Filho nos dias 27 e 29 de setembro. A operação faz parte do conjunto de ações promovidas pelo Ministério da Agricultura para impedir a introdução do vírus de febre aftosa no Brasil, detectado em bovinos paraguaios em setembro.
Para esta segunda fase, segundo o Ministério, o efetivo militar a ser empregado deverá ser reduzido, pois a necessidade de apoio ficará restrita às barreiras volantes, conforme programa acertado pelas assessorias técnicas dos dois ministérios. O apoio dos militares inclui logística, inteligência, comando e controle - inclusive com equipamentos de videoconferência localizados nos quartéis em municípios de fronteira - para que o corpo técnico do Ministério da Agricultura, em Brasília, mantenha contato direto com as equipes de campo da região.
Desde a notificação do foco da doença no Paraguai, no dia 19 de setembro, o Ministério da Agricultura já investiu R$ 3,8 milhões na operação militar instalada em Mato Grosso do Sul e no Paraná. Outros R$ 450 mil foram gastos com diárias de fiscais federais agropecuários, técnicos e policiais militares envolvidos nas atividades nos quatro Estados, além dos recursos aplicados pelos governos estaduais na incrementação das medidas de fiscalização na fronteira internacional.

mockup