Militares e Seab iniciam hoje ações contra aftosa
Uma reunião realizada na manhã de ontem na 16ª Companhia de Cavalaria Mecanizada, em Francisco Beltrão, definiu o plano de prevenção ao ingresso da febre aftosa no oeste e sudoeste do Paraná através da fronteira do Brasil com a Argentina. Participaram da reunião o Secretario de Estado da Agricultura, Antônio Polloni; o comandante da 16ª Companhia, major Ciro de Andrade Brites, representantes da Polícia Militar e da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento.
Durante a reunião, ficou decidido que a 16ª Companhia enviaria, ainda ontem, cerca de 40 homens para a região da fronteira, principalmente entre os municípios de Capanema e Barracão (sudoeste do Paraná). Já o comandante do 34º Batalhão de Infantaria Motorizada de Foz do Iguaçu, Carlos Alberto Galetti, reafirmou que até ontem não havia recebido qualquer comunicado do governo federal para participar da operação.
O tenente Thompson Ribeiro Teixeira, da 16ª Companhia de Cavalaria Mecanizada, explicou que oficiais estiveram na região reconhecendo o local onde seria instalado o acampamento. Os homens serão espalhados em vários pontos da fronteira para ajudar na segurança e patrulhamento que está sendo realizado pela Secretaria da Agricultura, completa.
Os funcionários da Secretaria da Agricultura e Abastecimento apresentaram um mapa contendo os 39 acessos clandestinos demarcados com a ajuda de satélites e que são fiscalizados por equipes volantes do órgão. O tenente preferiu não dar detalhes sobre o plano de prevenção, mas é provável que os homens do Exército sejam colocados nesses acessos clandestinos.
Os oficiais do Exército receberam a determinação de não permitir que animais ou produtos derivados entrem no país sem a comprovação da origem e legalidade do transporte. No último final de semana, fiscais da Secretaria da Agricultura fizeram a apreensão de duas carcaças de ovelhas que entravam clandestinamente no Brasil. Com a participação da Polícia Militar na operação, as pessoas que tentarem contrabandear os animais ou derivados poderão ser detidas.
Há cerca de 10 dias, 36 técnicos da fiscalização estadual intensificaram os trabalhos na região da fronteira para evitar que focos da febre aftosa provenientes da Argentina entrem no Brasil. A preocupação com a região de Barracão é devida a divisa entre os dois países ser feita apenas pela vegetação natural, facilitando a passagem por locais clandestinos.





