O aumento do número de empregados com carteira assinada em junho (3,2% ante igual mês de 2003) representou a maior variação positiva nesse indicador desde maio do ano passado (4,1%). ''O trabalho com carteira não vinha se movimentando. Agora há uma linha de tendência de crescimento, ainda que suave, com aumento há quatro meses'', disse Pereira.
Apesar dessa pequena recuperação, a informalidade prosseguiu em alta em junho, com aumento de 8,6% no número de trabalhadores sem carteira assinada, ante junho do ano passado, e crescimento de 1,9% dos ocupados por conta própria (como camelôs) no período.
Pereira disse que o número de informais continua crescendo porque ainda há 2,5 milhões de desocupados nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, ou seja, a taxa de desemprego, mesmo em queda, continua elevada e favorece a informalidade.
Para o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Luiz Parreiras, o aumento da contratação sem carteira assinada se alinha com a própria recuperação econômica. ''Quando a economia começa a se recuperar, primeiro ocorre um aumento das horas trabalhadas. Depois, sobem as vagas sem carteira assinada. Só depois de a economia permanecer em crescimento sustentado as empresas assinam a carteira.'' (J.F./AE)

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