Um grupo de cientistas reunidos pela Agência Americana de Proteção ao Meio Ambiente (EPA, por sua sigla em inglês), informou ontem que não existem provas que permitam considerar seguro para o consumo humano o milho geneticamente modificado StarLink. A decisão constitui um revés para o grupo farmacêutico franco-alemão Aventis, que desenvolveu o milho Starlink e poderia provocar devoluções maciças de alimentos que possam conter alguma proporção deste cereal.
Ainda que o milho StarLink tenha sido aprovado somente para consumo animal e uso industrial, a Aventis CropScience reconheceu que pequenas porções do mesmo se misturaram com outro tipo de milho e foram acrescentados em alimentos processados.
As autoridades dos Estados Unidos tinham limitados o uso do StarLink para o consumo e a produção de etanol, porque contém o pesticida Cry9C, que pode provocar alergias em seres humanos.
No ano passado, no entanto, foram encontrados traços do Starlink em centenas de produtos alimentícios, entre os quais tacos e batatas fritas, que precisaram ser retirados do mercado.

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