ExpectativaNorte e Oeste são os beneficiados com o leilão de amanhã, que também será referencial de preços A comercialização do milho safrinha deverá ser a grande ‘‘vedete’’ do primeiro leilão de Contratos de Opção, que acontece amanhã em Londrina. Isto porque os produtores não terão de arcar com pesados custos de armazenagem, para carregar a safra, até outubro, quando vencem os contratos. Com o milho-safrinha, a colheita é feita em final de julho, o produtor paga apenas um mês de armazém e depois entrega, resumiu Paulo Molinari, da agência Safras e Mercados, de Curitiba.
As regiões mais beneficiadas serão o Norte e Oeste, onde se concentra o plantio do milho safrinha. Se ocorrer frustração na produção, em decorrência de geadas, já que a cultura é de risco, o produtor simplesmente não entrega o produto, pagando apenas uma taxa de R$ 20,00, correspondente a abertura de mercado e mais o valor do prêmio, negociado em Bolsa.
Molinari, da Safras e Mercados, recomenda a venda do produto, porque os preços já reagiram no mercado e a safra é cheia, somando 8,6 milhões de toneladas, no Paraná, considerando a safra normal e a safrinha. Ele acrescenta que a demanda está fraca, em função do preço do frango, muito baixo no mercado, e as empresas não estão investindo firme no mercado.
Para o analista, é hora de os produtores aproveitarem a reação nos preços do grão em todas as regiões do Estado, alcançando ou superando o preço mínimo. Em Ponta Grossa, passou de R$ 6,30 e R$ 6,50 na semana passada, para R$ 6,70, em média, esta semana. No Oeste, o preço avançou de R$ 6,70 para R$ 7,00, no Norte passou de R$ 6,50 para R$ 6,70. Para Molinari os leilões promovidos da Conab e a liberação de recursos do Banco do Brasil para EGF e AGF têm contribuído para a reação nos preços.
A Conab, promotora do leilão informa que serão ofertados 100 mil toneladas de milho da safra 96/97, com contrato equivalente a R$ 7,30 a saca de 60 kg, para entrega em Outubro. (Veja, abaixo, mais informações sobre o leilão).

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