Curitiba - O milho safrinha é o produto que tem gerado maior movimento no Porto de Paranaguá durante os primeiros meses deste ano. De acordo com os dados divulgados ontem pela Administração do Porto de Paranaguá e Antonina (Appa), o volume de exportação de milho cresceu 10,5 vezes de 1º de janeiro a 13 de fevereiro deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. São 672 mil toneladas de milho embarcadas em 2004 contra 64 mil de 2003.
O volume de caminhões carregados que chegam ao Porto de Paranaguá também aumentou. No ano passado, o porto recebeu 2,4 mil caminhões. Neste ano, no mesmo período, foram recebidos 14,2 mil caminhões, um crescimento de 5,9 vezes ou 490%. O movimento de caminhões teve um crescimento menor, de apenas 13% no mesmo período. Em 2003, de janeiro a 13 de fevereiro, perto de 150 navios atracaram no Porto de Paranaguá, contra cerca de 170 neste ano.
Ontem, por exemplo, 24 navios aguardavam para atracar, enquanto dois embarcavam 55,7 mil toneladas do produto. O destino dos navios era a Espanha. Outras duas embarcações deixaram o porto ontem carregadas com 75 mil toneladas de milho. De acordo com o superintendente Eduardo Requião, a meta é ter maior capacidade de operacionalização do porto, chegando a exportação de 100 mil toneladas por dia de granéis sólidos para esta safra.
No ano passado, as exportações de milho representaram mais de US$ 262 milhões. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, revelam que o milho safrinha ocupou no período de 2002/2003, 1,37 milhões de hectares, contra 1,46 milhão em 2003/2004, um acréscimo de 6,1% na área de cultivo da cultura no Estado. ''É um recorde de área plantada no Paraná'', destacou ontem a coordenadora da Divisão de Estatística Básica, Gilka Andretta.
Mesmo com uma área maior, a estimativa de produção não é boa. Acredita-se que haja uma quebra de 6% na produção por causa da seca deste verão. O milho safrinha anterior teve uma produção de 6,07 milhões de toneladas. A previsão é de que nesse ano fique entre 5,33 milhões e 6,04 milhões de toneladas.

mockup