O milho da novas safra está chegando ao mercado paulista por R$ 13,10. O mercado interno do milho permaneceu muito calmo nesta terça-feira. A tendência de alta não se cumpriu na maioria das praças da região Sul, com a chegada das chuvas, embora estas tenham sido fracas. Isso justifica a importância de o produtor participar dos bons momentos relâmpagos do mercado, como se constatou na semana anterior.
Em Campinas, começa a aparecer milho novo, negociado a R$ 13,10 posto. É a pressão da safra de verão já despontando, observa o analista da FNP Consultoria & Mercado, Adriano José Timossi.
No cenário internacional a FNP ressalta o desesperado esforço argentino na luta pela revitalização da economia. No que se refere ao campo, todas as operações relativas ao mercado de grãos estão paralisadas há um mês, devido ao pacote de medidas imposto pelo atual governo.
O fechamento da Bolsa de Cereales Argentina acabou por deixar os agentes do mercado de grãos sem preços de referência, que em períodos normais eram divulgados pela MAT - Mercado a Termo, de Buenos Aires. Na última semana, o presidente da Bolsa de Cereales, Raul Cavallo, fez dramáticos apelos em favor da agilização do governo para reabrir o mercado de grãos. No país está paralisada toda a cadeia de comércio de grãos e de pagamentos ao campo, assim como as demais contas públicas.
No Paraná mercado fraco em compasso de espera. As cooperativas acham que as chuvas no Rio Grande do Sul podem derrubar os preços por alguns dias mas o que prevalece mesmo para efeito de sustentação do mercado são as estatísticas revelando equilíbrio e baixo estoque.
Safra - Conforme o último levantamento feito pela FNP, safra 2001/02, a produção brasileira deve atingir 37,02 milhões de t, ante 36,22 milhões de t, apresentadas no levantamento anterior, divulgado em novembro. A FNP ressalta que em decorrência das condições vigentes nos próximos meses, este volume poderá sofrer novos reajustes. O aumento de produção se deve ao pequeno aumento de área plantada de acordo com os dados recolhidos pela FNP para o terceiro levantamento.
No entanto, para este relatório, permanece a previsão de uma produtividade inferior ao ano safra 2001/02, em decorrência de uma expectativa de que as condições climáticas não devem ser tão favoráveis à cultura quanto as do ano safra 2000/01.
Para a primeira safra, de verão, foram mantidas as estimativas do segundo relatório indicando uma produção de 29,41 milhões de t - redução de 18,37%, quando comparada à do ano anterior, da ordem de 36 milhões de t. A área colhida neste período deve atingir por volta de 9,22 milhões de ha, uma redução de 14,85%, em relação à safra de verão anterior. Esses números tendem a confirmar as perspectivas de problemas no abastecimento do grão neste ano.

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