São Paulo - O Greenpeace, uma das Organizações Não-governamentais mais ativas no combate aos transgênicos, já demonstra preocupação com avanço de outras culturas, como algodão e milho. ''A partir de agora olharemos para o avanço de outros produtos para exigir que a lei seja cumprida. No caso da soja, continuaremos o nosso trabalho de conscientização junto aos consumidores'', afirma Ventura Barbeiro, coordenador do trabalho de campo da campanha de engenharia genética do Greenpeace.
Segundo Barbeiro, a Ong protocolou ontem na CTNBio um relatório mostrando que a contaminação causada pelo milho transgênico na Espanha causou grandes prejuízos para os agricultores daquele país. O relatório apresentaria resultados de testes de laboratório com amostras retiradas de campos de milho de 40 agricultores orgânicos e convencionais. O estudo comprovou a contaminação não intencional com transgênicos em quase um quarto dos casos.
A entidade admite que já existem constatação de plantio de milho transgênico no Paraná e Rio Grande do Sul, mas em áreas muito pequenas. Diferente da soja e do algodão, em que a expectativa é de aumento, no caso do milho a tendência é que não ocorram avanços. ''As sementes de milho são híbridas e se forem replantadas provocam grandes perdas de produtividade. No caso do algodão esperamos que o ministério cumpra a decisão da CTNBio de destruir a pluma e o caroço ilegal já apreendido para não haver a possibilidade de aumento de área na próxima safra'', afirma Barbeiro. (AE)

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