Milho mantém ritmo de alta, informa analista de mercado
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terça-feira, 17 de julho de 2001
De Londrina 
Perspectivas de melhores preços para o mercado do milho, previu ontem, a FNP Consultoria. O mercado do milho nesta terça-feira registrou pequeno aumento nos preços em função do fortalecimento das exportações na região Sul do País - Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No restante, o aumento deve-se às demandas regionais de agroindústrias e granjeiros locais que têm aparecido no mercado para repor estoques, informa o analista Adriano José Timossi.
Os preços em Campinas chegaram a R$ 11,00 no disponível. No Porto de Paranaguá, os preços do milho para exportação atingiram valores de até R$ 15,50/saca.
No Nordeste do País, verificou-se que o mercado do milho encontra-se em uma situação de desconforto nas regiões produtoras de frango de corte. Em Fortaleza, os granjeiros têm grandes dificuldades para o abastecimento de milho, devido a existência de uma logística de transporte problemática. O milho produzido na região não é o suficiente e os estoques dos granjeiros são baixos.
A alternativa mais viável seria a importação de milho argentino, entretanto o câmbio em alta desfavorece esta prática. Resta à região se abastecer do milho dos leilões do PEP - Prêmio de Escoamento da Produção, oriundo das regiões produtoras de Mato Grosso e Goiás, que chegam a R$ 13,40/saca.
Para os próximos dias a expectativa é de que os preços venham a registrar novos aumentos, embora pequenos. A demanda de milho para o mercado de exportação, aliada à demanda do mercado interno, gerada em função da recomposição de estoques das agroindústrias devem acelerar o volume de negociações do grão, com expectativas de melhora do preço do milho.
Área menor Outro analista, Fernando Muraro, da Agência Rural de Notícias, de Curitiba, previu, ao ser entrevistado ontem por este jornal, que a área de plantio do milho será menor na próxima safra de verão, diante da boa fase do mercado da soja. A área destinada ao milho pode cair em média 10% quase na mesma proporção inversa do aumento da área de soja. Muraro admite também que isto certamente vai elevar os preços do milho, embora considere prematuro qualquer conclusão definitiva sobre a varíavel preço, mesmo tendo como certa a redução da área.
Preço do milho (cotação de compra pelos atacadistas) em algumas praças do Paraná, ontem, segundo o Sima - Sistema de Informação de Mercado Agrícola: Ponta Grossa: R$ 8,40 a R$ 11,00; Ivaiporã: R$ 8,10/8,30; Curitiba: R$ 8,50 a R$ 9,30; Pato Branco: R$ 8,90 a R$ 9,00. Apucarana (R$ 8,50/8,60), Cornélio Prcópio (R$ 7,80/8,00) e Umuarama (R$ 8,00/8,50) tiveram os preços mais baixos do Paraná. Média do Estado, ontem: R$ 8,55, 1,79% acima dos preços de segunda-feira.


