Vânia Casado
De Curitiba
O milho que começa a ser importado pelos grandes grupos consumidores do Brasil será testado para saber se é transgênico ou não. A preocupação é evitar a entrada de milho de organismos geneticamente modificados (OGMs) no país já que a legislação em vigor proíbe a manipulação e o plantio desse tipo de produto. O grupo Kaufmann, que controla a empresa fabricante de equipamentos Gehaka já está se preparando para colocar os kits que identificam o milho transgênico no mercado.
O Kit para o milho é específico para identificar a bactéria Bacilus turigensis, conhecida como milho BC, presente em grande quantidade do milho produzido nos Estados Unidos e na Argentina, países que deverão ser os fornecedores de milho ao Brasil, principalmente neste ano que a escassez do produto vai exigir a importação de aproximadamente 2 milhões de toneladas.
Recentemente a Perdigão rejeitou uma carga de navio com 30 mil toneladas de milho, oriundas dos Estados Unidos, que iria aportar no porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Como não foi possível fazer os testes da mercadoria e não havia certificação, a carga foi desviada para a África do Sul. A diretora da Gehaka, Rita Fróes acredita que com os testes esse tipo de procedimento poderá ser evitado.
Segundo Fróes, é a preocupação das grandes indústrias de avicultura e alimentícias em evitar a importação de milho transgênico, porque a legislação brasileira proíbe o plantio desses produtos e também exige a rotulagem de produtos oriundos de OGMs, se forem importados.
A Gehaka ficou conhecida no final do ano passado quando começou a fornecer testes para identicação de OGMs na soja. O mercado europeu exigiu que a exportação fosse apenas de grãos cultivados no sistema tradicional e muitas cooperativas e empresas compraram os kits para identificar se a soja que seria exportada era transgênica ou não.

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