Ontem, foi a vez de a Conab divulgar a previsão de safra para o período 2000/1. Os dados indicam produção de 91,4 milhões de toneladas, um recorde, mas inferior aos 94,3 milhões previstos pela Agroconsult na segunda-feira. Amanhã o IBGE divulgará novas previsões.
André Pessôa, da Agroconsult, diz que as diferenças nos dados se deve à metodologia utilizada pela Conab. Ela mantém como previsão para a próxima safra os mesmos resultados deste ano, quando houve forte queda na safra de inverno, principalmente de trigo e milho.
Milho é destaque Na avaliação da Conab, a safra de milho do próximo ano deverá atingir 38,5 milhões de toneladas. Na safra de verão, a produção atingirá 34,6 milhões de toneladas. Para a safra de inverno, a Conab mantém os 3,9 milhões produzidos neste ano.
NA próxima safra brasileira de soja deverá atingir 34,5 milhões de toneladas nas contas da Conab, 7% a mais do que neste ano. A área plantada deverá crescer apenas 0,9%, mas a produtividade terá salto de 5,8% no período.
Onde cresce A região Centro-Sul, um das mais castigadas pelos problemas climáticos deste ano, deverá ter safra de 72,9 milhões de toneladas em 2000/1, com evolução de 12% em relação à anterior, de 65,1 milhões.
Corrida às vendas: Parece que Brasil e Colômbia descobriram que o cenário para o café não será bom no próximo ano e resolveram partir para as vendas, disse um corretor hoje em Nova York. Com isso, os preços recuaram ainda mais. A queda foi de 1,3%.
Bons tempos Os produtores de café já estão com saudades dos preços de há um ano, quando a saca no interior de São Paulo estava a R$ 240. Hoje, era negociada a R$ 118. Os preços internos acompanharam a queda de 47% no mercado externo nos últimos 12 meses.
Devido às chuvas, os preços do feijão dispararam na roça. Na região norte do Estado de São Paulo, a saca do produto de melhor qualidade chegou a R$ 50. Na média, o produto é negociado a R$ 42, com alta de 19% em relação à semana passada.
Consumidor A Bolsa de Cereais já registrou alta de 10% nos últimos dias no mercado atacadista. Esse reajuste já foi repassado para os consumidores, segundo a pesquisa diária da cesta básica do Procon/Dieese. Os paulistanos pagaram, ontem, 22% a mais pelo produto nos supermercados.

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