Duas cargas de milho importadas da Argentina por granjeiros de Pernambuco podem ser liberadas a qualquer momento, informou ontem o presidente da Associação Pernambucana de Avicultura, Marcondes A. T. de Farias. Na sexta-feira, o Ministério Público divulgou nota informando que a Justiça emitiu mandados de busca e apreensão de duas cargas de milho importadas da Argentina. A suspeita era que o milho, carregado nos navios Elxis e Sea Breaker, tivesse problemas de sanidade.
‘‘A apreensão é um procedimento normal para a realização de testes. Eles detectarão se os grãos são ou não alterados geneticamente’’, afirmou Tavares de Farias. Ele disse que informações extra-oficiais são de que o Ministério da Agricultura já fez os testes de transgenia e que os laudos serão divulgados até quarta-feira.
‘‘Nós não acreditamos que haverá problema para liberar os lotes. Se o milho for transgênico, a Justiça pedirá que sejam seguidas as normas de transporte e comercialização estabelecidas pela CTNBio, sem impedimento’’, disse. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) permite a importação de grãos alterados para consumo na ração animal, desde que haja controle no descarregamento, transporte e consumo nas granjas.
Tavares de Farias afirmou que não pode dizer se os grãos são ou não transgênicos, mas que os granjeiros seguirão as recomendações da comissão. ‘‘Não sei se os lotes são de milho alterado. Na Argentina não existe segregação entre os grãos convencionais e os modificados, lá eles são mais técnicos’’, disse.

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