Milho americano deve entrar no País até outubro
O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, confirmou ontem, durante o 15ª Congresso Brasileiro de Agronegócio, em São Paulo, que a pasta buscará a liberação de 1,5 milhão de toneladas do milho transgênico dos Estados Unidos com o intuito de regular o mercado nacional, que sofre com a falta da commodity e preços estratosféricos. Vale dizer que hoje a Tarifa Externa Comum (TEC) está zerada, fora do Mercosul, para a importação de até um milhão de toneladas. Portanto, é preciso aumentar este valor o que, segundo Geller, não é a maior dificuldade.
O maior dos entraves é científico. Já que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) terá que liberar a entrada da commodity. Será preciso realizar análises sobre a transgenia do produto antes de aprovar a importação. "Não é uma decisão apenas de governo, mas científica. Vamos criar uma agenda extraordinária e ficou acertado que o secretário executivo de ciência e tecnologia irá sentar com o presidente. Não sabemos quanto tempo esse trâmite irá demorar, mas estamos dando prioridade. O pedido é para a entrada até o final de outubro, com possibilidade de prorrogar até janeiro", relatou.
Geller comentou ainda que os estoques estão altos na Argentina, Estados Unidos e Paraguai e, caso o milho americano entre no País, os valores vão cair naturalmente no mercado interno. "Quem vai acabar prejudicado é quem está segurando o milho para especular. Por isso todo o nosso esforço para trazer o produto de fora", salientou. (V.L.)





